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Arte da gUERRA

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Sun Tzu A arte da guerra Tradu o do ingl s e Interpreta o Luiz Figueiredo 2002 Sun Tzu foi um general chin s que viveu no s culo IV AC e que no comando do ex rcito real de Wu acumulou in meras vit rias, derrotando ex rcitos inimigos e capturando seus comandantes. Foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu A ARTE DA GUERRA, ensinando estrat gias de combate e t ticas de guerra. Uma das hist rias mais repetidas sobre Sun Tzu descreve o modo pelo qual ele empregava as "concubinas" para demonstrar, no pal cio, ao rei, exemplos de manobras de combate e deslocamentos de tropas. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br foi realizada em 1772, pelo padre jesu ta J.J.M.Arniot, publicada em Paris. Em 1782, foi realizada uma nova impress o dessa obra, ordenada por Napole o Bonaparte. No s culo XIX, surgiram as tradu es em outros idiomas. Hoje, das poucas tradu es dispon veis feitas a partir dos originais em chin s para o idioma ingl s, a vers o de 1963 de Samuel B. Griffith a mais aceita e consultada. Tiras de bambu contendo trechos originais da "Arte da Guerra" Em 1972, escava es na China revelaram alguns cap tulos adicionais, ampliando a vers o tradicional e facilitando a interpreta o de algumas passagens. Atualmente... Seus princ pios podem ser aplicados, n o s nas t ticas militares, como tamb m, em quase todos os ramos da atividade humana. Seus ensinamentos alcan am todos os indiv duos no confronto com seus oponentes, ex rcitos contra ex rcitos e empresas contra suas concorrentes. A guerra um dos assuntos mais importantes do Estado. o campo onde a vida e a morte s o determinadas. o caminho da sobreviv ncia ou da desgra a de um Estado. Assim, o Estado deve examinar com muita aten o este assunto antes de buscar a guerra. Resultado de uma guerra Para prever-se o resultado de uma guerra, devemos analisar e comparar as nossas pr prias condi es e as de nosso inimigo, baseados em cinco fatores. Os cinco fatores s o os seguintes: caminho, clima, terreno, comando e doutrina. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br acordo com a de seus O terreno indica as governantes. Assim, condi es da as pessoas ir o compartilhar do medo natureza: se o campo A doutrina diz de batalha est perto e da afli o da respeito organiza o ou longe, se guerra, por m, eficiente, exist ncia estrategicamente estar o ao lado dos de uma cadeia de f cil ou dif cil, se interesses do estado, comando r gida e a amplo ou estreito, e qualquer que seja o uma estrutura de se as condi es s o caminho escolhido. apoio log stico. favor veis ou desfavor veis chance de sobreviv ncia. Poder relativo entre as for as Para comparar as for as e avaliar o poder relativo entre elas, devese realizar as seguintes perguntas: Qual povo escolheu seu caminho ? Qual comandante tem mais habilidade? Qual dos lados tem a vantagem do clima e do terreno ? Qual dos ex rcitos manifesta uma disciplina mais efetiva? Qual dos lados possui superioridade militar? Qual dos lados tem os soldados mais bem treinados? Qual dos lados possui um sistema de recompensas e de castigos mais justo e claro? ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Se ponderarmos com sabedoria estes fatores, poderemos prever o resultado de uma batalha. O comandante que leva em considera o minhas afirma es ou estratagemas ganhar as batalhas e permanecer frente de suas tropas. Se ele n o seguir estes conselhos sofrer derrotas e ser afastado. Dissimula o Qualquer opera o militar tem na dissimula o sua qualidade b sica. Um chefe: se for capaz deve fingir ser incapaz; se estiver pronto, deve fingir-se despreparado; se estiver perto do inimigo deve parecer estar longe. Um bom chefe deve: oferecer uma isca para fascinar o inimigo que procura alguma vantagem; capturar o inimigo quando ele est em desordem; preparar-se contra um inimigo, se este for poderoso. Se o inimigo: for orgulhoso, provoque-o; for humilde, encoraje sua arrog ncia; estiver descansado, desgaste-o; estiver unido, estimule a ciz nia entre suas tropas. Um comandante militar deve atacar onde o inimigo est desprevenido e deve utilizar caminhos que, para o inimigo, s o inesperados Para os estrategistas, estas afirma es s o a chave para a vit ria. Contudo, estes fatores n o podem ser determinados por antecipa o, com base em situa es que ocorreram em guerras passadas. O general deve ser capaz de ponderar todos estes c lculos previamente no templo. O lado que contar mais pontos, vencer ; o que contar menos, n o vencer ; pior ainda o que n o contar ponto nenhum. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br considerar que necessitar de mil carruagens velozes de guerra e mil carruagens pesadas de guerra, al m de cem mil soldados. Provis es necess rias Voc necessitar de muitas provis es para esta for a cobrir uma dist ncia de mil li (mil li = 100 km). Voc gastar , tamb m, mil barras de ouro por dia para a despesa do Estado e no campo de batalha, incluindo enviados ao exterior e conselheiros; materiais como cola e laca, carruagens e armaduras. Depois que voc tiver bastante dinheiro, seus cem mil corajosos guerreiros poder o sair para batalhar. esgotadas. Se o seu ex rcito for mantido muito tempo em campanha, as reservas do Estado ser o insuficientes. E depois, quando voc tiver com suas for as desgastadas, com suas provis es insuficientes, com suas tropas desmoralizadas e com seus recursos exauridos, os governantes vizinhos tirar o proveito desta situa o e obter o vantagens para atac -lo. E voc , neste caso, mesmo contando com os mais ilustres e s bios conselheiros n o conseguir garantir um bom resultado na batalha. Prosseguimento das a es Tropas desmoralizadas Provis es insuficientes For as esgotadas Ataque dos estados vizinhos Embora j tenhamos ouvido falar de campanhas precipitadas e imprudentes, n s nunca tivemos um exemplo de benef cio no prolongamento das hostilidades, tampouco, ouvimos que uma guerra demorada pudesse beneficiar um pa s. bvio que aquele que n o compreende os perigos inerentes das opera es militares n o est profundamente consciente da maneira de como tirar proveito disto. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br alimentar o seu ex rcito. Custos da guerra Geralmente, o Estado fica empobrecido quando envia suas tropas para empreender uma guerra em local distante. Manter um ex rcito a uma longa dist ncia empobrece o povo. Onde este ex rcito, que est longe de sua terra, estiver estacionado, os pre os de artigos subir o; e o pre o alto esgotar os recursos financeiros do Estado. Quando os recursos do Estado estiverem se exaurindo, os impostos tender o a aumentar para sustentar este ex rcito que luta longe de sua terra. Conseq entemente, um chefe s bio deve se esfor ar para obter as provis es no solo inimigo. O consumo de um zhong de comida do inimigo equivalente a vinte zhong da pr pria terra; e o consumo de um dan de forragem do inimigo equivale a vinte dan dos seus. Administra o dos despojos e bens capturados Se voc quer matar o inimigo, voc tem que despertar o dio de seus soldados; se voc quer obter a riqueza do inimigo, voc tem que saber administrar a distribui o dos despojos Substitua as .Se seu ex rcito bandeiras e captura dez estandartes do carruagens em uma inimigo por suas batalha, voc tem que pr prias bandeiras e recompensar o misture as carruagens primeiro que lhe capturadas com as levou a carruagem do suas. inimigo. Ao mesmo tempo, voc dever tratar bem os soldados aprisionados. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br na o.. O princ pio geral da guerra : "manter o estado do inimigo intacto, dominar seu o ex rcito e for -lo rendi o melhor do que esmag lo". M ximo da excel ncia Dominar um batalh o, uma companhia ou uma esquadra de cinco homens melhor do que destru -los. Ent o, obtendo cem vit rias em cem batalhas n o significa o m ximo da excel ncia. Excel ncia mais alta est em obter-se uma vit ria e subjugar o inimigo sem, no entanto, lutar. Pol tica para as opera es militares Assim, a melhor pol tica para as opera es militares obter a vit ria, atacando a estrat gia do inimigo ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Atacar estrat gias Atacar alian as Atacar soldados Ataque a cidades Deve-se sitiar cidades s como ltimo recurso, porque levar aproximadamente tr s meses para construir escadas protegidas, preparar os ve culos e reunir o equipamento e armamento necess rios. Ser o necess rios, depois, outros tr s meses para preparar rampas de terra para alcan ar as paredes da cidade. Se o comandante n o puder controlar sua pr pria impaci ncia e der ordens a seus soldados para avan ar contra o muro da cidade como formigas, o resultado ser que 1/3 deles ser sacrificado, enquanto que a cidade permanecer intocada. De fato, a est a calamidade em atacar cidades muradas. Vencer sem lutar ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br se suas for as se equivalem, procure repartir as do inimigo; se voc for muito mais se suas for as forem fraco do que o inimigo, inferiores, seja h bil deve saber a hora de em tomar a empreender uma defensiva; retirada. Se o mais fraco combater sem considerar esta raz o de for as, ele ser , seguramente, conquistado pelo mais forte. Valor do comandante O comandante o equil brio da carruagem do Estado. Se este equil brio estiver bem colocado, a carruagem, isto , a na o ser poderosa; se o equil brio estiver defeituoso, a na o, certamente, ser fraca. ex rcito n o pode se retirar; em seguida, se ele interfere com a administra o do ex rcito, sem entender os neg cios internos, pois isto, confundir os oficiais e soldados; em terceiro lugar, quando ele interfere com a dire o do ex rcito sem saber os princ pios dos estratagemas militares, gerando d vidas e desentendimentos entre oficiais e soldados. Tendo o governante confundido o seu ex rcito e perdido a confian a de seus homens, as agress es dos estados vizinhos n o demorar o. A est o significado da express o: "Lan ar a desordem e a confus o em suas pr prias fileiras oferecer um modo seguro para a vit ria do inimigo". ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas for as frente ao inimigo; aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas; aquele que est bem preparado e enfrenta um inimigo desprevenido; aquele que um general s bio e capaz, cujo soberano n o interfere. Estes s o os cinco fatores para se prever a vit ria. Por isso se diz: aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutar cem batalhas sem perigo de derrota; para aquele que n o conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vit ria ou para a derrota ser o iguais; aquele que n o conhece nem o inimigo e nem a si pr prio, ser derrotado em todas as batalhas. invenc veis. Depois, esperavam as oportunidades para destruir o inimigo. Invencibilidade Ser invenc vel depende da pr pria pessoa, derrotar o inimigo depende dos erros do inimigo. Ent o, o perito pode tornar-se invenc vel, mas n o pode garantir como certa a vulnerabilidade do inimigo. por isto que se diz: "a pessoa pode predizer uma vit ria, mas esta n o pode ser for ada". Ataque x Defesa Quando n o h nenhuma chance de vit ria, assuma uma posi o defensiva; quando h uma chance de vit ria, lance um ataque. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Condi es de uma vit ria A previsibilidade de uma vit ria n o excede ao bom senso de pessoas comuns. Uma vit ria que ganha ap s uma luta feroz, e louvada universalmente, n o o apogeu da excel ncia. Assim como o levantar de um fio de cabelo n o sinal de for a, como ver o sol e a lua n o sinal de vis o agu ada, tampouco escutar um trov o n o dom de audi o aguda. Os antigos diziam que o perito na arte da guerra vencia quando a vit ria era facilmente previs vel. Assim, uma batalha vencida por um perito n o traz reputa o de sapi ncia ou cr dito de coragem. As vit rias do perito s o infal veis, pois, este s combate quando o inimigo j est derrotado e ele, destinado a derrotar. Portanto, o perito ocupa uma posi o invenc vel e, ao mesmo tempo, est seguro de n o perder nenhuma oportunidade militar para derrotar o inimigo. Elementos importantes nas regras militares H cinco elementos importantes nas regras militares: o primeiro a an lise do terreno; o segundo o c lculo de for a de trabalho e dos recursos de material; o terceiro o c lculo da capacidade log stica; o quarto uma compara o da sua pr pria for a militar com a do inimigo; e o quinto uma previs o de vit ria ou derrota. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br servem para as estimativas da quantidade de provis es; a capacidade log stica deve atender s necessidades das provis es; na balan a do poder, um dos pesos baseado na capacidade log stica; a possibilidade da vit ria baseada na balan a do poder. Ex rcito vitorioso x Ex rcito derrotado Um ex rcito vitorioso e como um peso de 100 quilos contra um de apenas algumas gramas, ao passo que, um ex rcito derrotado como um peso de poucas gramas se opondo a algumas centenas de quilos. O primeiro tem uma vantagem bvia sobre o segundo. Um general que disp e de todo aquele peso, lan ar seus homens batalha e obter a vit ria, ser comparado com a for a de guas represadas que se lan am para baixo de uma altura de dez mil p s. Administrar um ex rcito grande , em princ pio, igual a administrar um pequeno: uma quest o de organiza o. Dirigir um ex rcito grande igual a dirigir uma tropa pequena: uma quest o de comando r gido e imparcial. Capacitar que um ex rcito inteiro seja capaz de resistir a um ataque sem sofrer derrota uma quest o de aplica o correta das t ticas militares. Ao adotar t ticas frontais ou de surpresa, um general assegura que seu ex rcito n o sofra derrotas frente ao inimigo. A descoberta dos pontos fortes e fracos permite que o ex rcito caia sobre seu inimigo como uma pedra sobre ovos. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br O general, ao aplicar t ticas de surpresa, torna-se t o infinito quanto o c u e a terra e, como o fluxo intermin vel de um rio. Assim como o Sol e a Lua, ele p ra, mas logo recome a como o movimento da natureza. Existem s cinco notas musicais, mas as suas combina es produzem as mais agrad veis e maravilhosas melodias que se ouve. Existem s cinco cores b sicas, mas combinadas produzem as cores mais bonitas e esplendorosas que se v . Existem s cinco sabores, mas sua mistura produz os gostos mais deliciosos que se provam.1 Assim s o as opera es militares, existem apenas as opera es frontais e as de surpresa, mas suas varia es e combina es dar o lugar a uma s rie infinita de manobras. T ticas frontais e de surpresa s o mutuamente dependentes e s o como um movimento c clico que n o tem nem um come o nem um fim. Quem pode saber sua infinidade? 1 Na China antiga, havia cinco notas musicais, isto : gongo, shang, jue, zhi e yu; cinco cores b sicas: azul, amarelo, vermelho, branco e negro; e cinco sabores cardeais: azedo, salgado, pungente, amargo e doce. Acontece o mesmo com um general, que pode explorar sua pr pria posi o de vantagem e lan ar um ataque r pido e afiado. O potencial dele como um arco, completamente esticado, que lan a, no momento preciso, a flecha certeira. No tumulto de uma batalha, o seu ex rcito permanece calmo. No caos da guerra, onde as posi es mudam constantemente, ele permanece invulner vel. Explora o das vantagens A desordem nasce da ordem, covardia origina-se da coragem e a fraqueza nasce da for a. A ordem e a desordem dependem da organiza o e da log stica, a coragem e a covardia dependem das circunst ncias ou da vantagem estrat gica, a for a e a fraqueza, dependem das disposi es. Ent o, se o comandante deseja que o inimigo se movimente, ele se mostra: o inimigo certamente o seguir . Se ele quer atrair o inimigo, ele ilude, apresentando algo lucrativo, e o inimigo por certo ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br favor vel. Quem explora a vantagem estrat gica, dirige seus homens como se fossem troncos ou pedras. A natureza dos troncos ou pedras permanecerem impass veis se o solo plano; ou rolarem se o solo est inclinando; se eles s o quadrados, tendem a parar; se s o redondos, tendem a rolar. Assim, a vantagem estrat gica do comandante pode ser comparada a uma pedra redonda que rola por uma montanha ngreme de dez mil p s de altura. este o significado de vantagem estrat gica. Sun Tzu disse: Aquele que ocupa o campo de batalha por primeiro, e espera o inimigo, estar descansado; aquele que chega depois e se lan a na batalha precipitadamente estar cansado. Assim, um general competente movimenta o inimigo e n o ser manipulado por ele. Apresente uma vantagem aparente ao inimigo e ele vir at sua armadilha. O ameace com algum perigo e voc poder par -lo. Ent o, a habilidade do general consiste em cansar o inimigo quando este estiver descansado; deix -lo com fome quando estiver com provis es; mov -lo quando estiver parado. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br pode se defender ou fortalecer sua posi o. Se um general defende com confian a porque est seguro que o inimigo n o atacar com superioridade de for as naquela posi o. Assim, contra o especialista em ataque, o inimigo n o sabe onde se defender. Por outro lado, contra um especialista em defesa, o inimigo n o sabe onde atacar. Seja extremamente sutil, t o sutil ningu m possa achar qualquer rastro. que Seja extremamente misterioso, t o misterioso que ningu m possa ouvir qualquer informa o. Se um general puder agir assim, ent o, poder celebrar o destino do inimigo em suas pr prias m os. O inimigo n o pode opor resist ncia o seu ataque, porque este irrompe nos seus pontos fracos. Ao recuar, o general n o pode ser perseguido, porque, movendo-se t o rapidamente, o inimigo n o ter condi es de persegu -lo ou alcan -lo. mesmo que a nossa defesa seja apenas uma linha desenhada, n s o desviaremos para outro objetivo. Se n s conseguirmos fazer o inimigo denunciar sua posi o, ao mesmo tempo em que ocultamos a nossa, podemos reunir as nossas tropas e dividir as do inimigo. Se n s concentrarmos nossas for as em um lugar, enquanto o inimigo dispersa suas pr prias for as em dez lugares, ent o n s seremos dez contra um quando lan armos o nosso ataque. Se n s tivermos que usar muitos para golpear poucos, ent o ser bastante f cil negociarmos, pois o inimigo ser pequeno e fraco. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br muitos lugares e quando ele toma precau es em muitos lugares, suas tropas, qualquer que seja o local, ser o pouco numerosas. numeroso em muitos lugares Se o inimigo toma precau es na frente, sua retaguarda estar fraca; se ele toma precau es na retaguarda, sua frente ser fr gil; se sua esquerda estiver fortalecida, sua direita estar debilitada; se sua direita estiver bem preparada, a sua esquerda ser destru da facilmente; se ele fortalece em todos lugares, ele estar , em todos lugares, fraco. Aquele que possui poucas for as tem que tomar precau es em todos lugares contra poss veis ataques; aquele que tem muitas tropas compele o inimigo a preparar-se contra seus ataques. hora de uma batalha, ent o o seu lado esquerdo n o pode ajudar a sua direita e a ala direita n o pode salvar a esquerda; a tropa da frente n o pode auxiliar a tropa da retaguarda, nem a tropa da retaguarda pode ajudar a tropa da frente. E assim ser , n o importando se as tropas estejam a poucos li ou a dezenas de li. Determinando a situa o do inimigo Na minha opini o, embora as tropas (inimigas) do Yue sejam muito numerosas, de que forma isto poder ajud -los a obter uma vit ria contra n s? Eu digo que a vit ria pode ser criada. At mesmo se as tropas do inimigo forem muitas, n s podemos achar um modo de torn -las impossibilitadas de lutar. Considere e analise a situa o do inimigo e onde ele deseja batalhar, assim, voc pode ter uma compreens o clara das suas chances de sucesso. Determine os seus padr es de ataque e de defesa, descubra os seus pontos vulner veis. Contando o n mero dos soldados e de cavalos, ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br O mais elevado dom da arte militar de enganar o inimigo esconder suas inten es. Assim, mesmo os espi es mais penetrantes do inimigo n o poder o espionar e, nem sequer o homem mais s bio poder conspirar contra voc . Mesmo que voc torne p blico o posicionamento estrat gico que o levou s vit rias, elas n o ser o compreendidas. Embora todo o mundo saiba suas t ticas vitoriosas, jamais conseguir o aprender como voc foi chegou a definir a posi o vantajosa que o levou a vit ria. Portanto, as vit rias em batalha n o poder o jamais ser repetidas as circunst ncias de cada combate s o mut veis e exigem uma resposta pr pria e particular. T ticas militares s o como gua corrente T ticas militares s o como gua corrente. A gua corrente sempre se move de cima para baixo, evita o terreno alto e flui para o terreno baixo. Assim, s o as t ticas militares, sempre evitam os pontos fortes do inimigo e atacam os seus pontos fracos. grande habilidade, pode obter a vit ria empregando t ticas apropriadas de acordo com as diferentes situa es do inimigo. Tal qual os cinco elementos2, onde nenhum exclusivamente predominante, as quatro esta es, das quais nenhuma dura para sempre; os dias que s o ora longos, ora curtos; e a lua, que ora cresce e ora mingua. apropriadas de acordo com as diferentes situa es do inimigo 2 A filosofia chinesa cl ssica enumera como os cinco elementos : Metal, Madeira, gua, Fogo e Terra, representando os cinco estados de for as de expans o ou condensa o. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Sun Tzu disse: Em opera es militares, o general recebe as ordens do soberano, re ne seus ex rcitos, formando as unidades, e os mobiliza para confrontar o inimigo. Durante este processo inteiro nada se torna mais dif cil do que lutar para colocar-se em uma posi o favor vel frente ao inimigo. dif cil, porque se trata de transformar um tortuoso caminho em uma estrada reta, transformar uma desvantagem em vantagem. Ele pode enganar o inimigo, levando-o a percorre uma rota tortuosa, oferecendo vantagens f ceis; fazendo com que o inimigo chegue depois e seja surpreendido. isto que quer dizer o artif cio de "transformar um caminho tortuoso num caminho reto". suas tropas, os seus equipamentos e as suas provis es, isto estar perdido. Assim, se o seu ex rcito, para obter uma vantagem, tivesse que recolher suas armaduras e deixar suas posi es com rapidez, executando uma marcha for ada de mil li, sem parar nem de dia, nem de noite, os seus principais generais seriam capturados; os seus homens mais fortes e vigorosos chegariam primeiro, os fracos e cansados se desgarrariam. E, deste modo, s 1/10 do ex rcito chegaria na hora certa. Se eles tivessem que correr cinq enta li para procurar uma posi o favor vel, o general das vanguardas estaria perdido e s a metade do ex rcito chegaria l na hora certa. Se eles tivessem que correr trinta li para lutar por alguma vantagem, s 2/3 chegariam. Todo o mundo sabe que um ex rcito ser derrotado pelo inimigo se n o tiver equipamentos, provis es ou material de apoio. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Um chefe que n o est familiarizado com as caracter sticas topogr ficas das diferentes montanhas e florestas, dos terrenos sujos, e dos p ntanos, n o pode administrar a marcha de um ex rcito. Um chefe que n o contrata guias locais n o pode obter uma posi o favor vel no terreno para a batalha. A arte de manobrar os ex rcitos Portanto, em opera es militares, voc pode obter a vit ria com estratagemas militares. Voc deve manobrar para obter as condi es favor veis, para dispersar ou concentrar o ex rcito de acordo com as circunst ncias. chamas furiosas, t o firme quanto as montanhas altas, inimigo; quando estacionar e t o inescrut vel quanto algo atr s das nuvens e golpear t o repentinamente quanto trov o Voc deve dividir suas for as para saquear o territ rio do inimigo, e posicion -la em locais estrat gicos para a defesa do territ rio recentemente capturado. Voc deve pesar as vantagens e desvantagens antes de partir para o combate. Aquele que primeiro domina esta t tica, obter a vit ria. Assim a arte de manobrar os ex rcitos. Regra para administrar um ex rcito grande O Livro de Administra o Militar diz: "Gongos e tambores s o usados em batalhas, porque as vozes n o s o ouvidas; bandeiras e estandartes s o usados, porque os soldados n o podem ver um ao outro claramente." Os fogos, gongos e tambores s o, normalmente, usados como sinais em batalhas de noite. As bandeiras e os estandartes s o empregados em batalhas durante o dia. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Quando os soldados foram unificados, o corajoso n o pode avan ar s , e o covarde n o pode se retirar sozinho. Esta a regra para administrar um ex rcito grande. Regra para administrar o moral Voc pode desmoralizar o inimigo e fazer o seu general perder o nimo. Normalmente, no come o de guerra, o esp rito do inimigo agudo e irresist vel. Um certo per odo depois, recusar e afrouxar . Nas fases finais da guerra, ficar fraco, e os soldados estar o sem nimo para lutar. O chefe h bil sempre evita o inimigo quando o moral dele alto e irresist vel e o ataca quando ele est cansado e relutante em lutar. Esta a regra para administrar o moral. Regra para controlar a for a militar O chefe leva as suas tropas para perto do campo de batalha para esperar pelo inimigo que vem de longe; conduz as suas tropas descansadas contra o inimigo exausto, e traz as suas tropas bem- Condi es mut veis das t ticas O chefe habilidoso nunca se depara contra um inimigo que se alinha em perfeita ordem unida com bandeiras alinhadas e altas, nem ataca um inimigo com adota uma forma o de batalha forte e impressionante. Isto mostra que ele tem uma compreens o clara das condi es mut veis das t ticas. Princ pios das manobras militares Aqui est o alguns princ pios das manobras militares: Nunca lance um ataque sobre um inimigo que ocupa um terreno alto; nem invista contra o inimigo quando h colinas que o ap iam; nem persiga um inimigo que finja retroceder; nem ataque for as do inimigo que est o descansadas e fortes. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Sun Tzu disse: Em opera es militares, o general recebe as suas ordens do soberano, ent o ele re ne os seus soldados para formar as unidades. T ticas militares Ao conduzir as suas tropas, ele n o dever acampar ou estacionar em terreno dif cil; ele dever aliar-se com os pr ncipes dos locais onde a estrada estrategicamente importante; n o dever demorar-se em terreno aberto; dever estar preparado com ast cia e com estratagemas quando penetrar em terreno sujeito a emboscadas; dever lutar com muita agressividade em um terreno do qual n o h nenhum modo para avan ar ou para entrar em retirada. H algumas estradas que n o devem ser percorridas; e inimigos que n o devem ser atacados. H algumas cidades que n o devem ser ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Se um general n o sabe estas vari veis t ticas, ele n o poder obter o m ximo de seus soldados, mesmo que conhe a as cinco vantagens3. Ponderando vantagens e desvantagens Um general s bio deve levar em considera o as vantagens e desvantagens. Conhecendo as vantagens ele ter sucesso nos seus planos. Conhecendo as desvantagens, ele poder solucionar as dificuldades. Se voc quer subjugar os estados vizinhos, os ameace com o que eles temem; se voc quer mant -los como servos, utilize a coa o; se voc quer enganar o inimigo, lhe ofere a pequenas vantagens. 3 Estas vantagens s o, possivelmente : "H algumas estradas que n o devem ser percorridas; e inimigos que n o devem ser atacados. H algumas cidades que n o devem ser capturadas, alguns territ rios que n o devem ser contestados, e algumas ordens do soberano que n o precisam ser obedecidas." se ele valente e com descaso pela vida, poder ser morto facilmente; se ele covarde na v spera de uma batalha, ser capturado facilmente; se ele irasc vel, ser provocado facilmente; se ele muito suscet vel honra, se ele muito benevolente e preza as pessoas, estar sujeito a ser envergonhado; estar sujeito a se tornar hesitante e passivo. Estas cinco fraquezas fatais s o as faltas de um general que podem mostrar-se desastrosas na condu o da guerra. A destrui o do ex rcito inteiro e a morte dos chefes s o o resultado inevit vel destas cinco fraquezas fatais. Portanto, estas dever o ser cuidadosamente consideradas. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Sun Tzu disse: Com rela o ao posicionamento do ex rcito Face s montanhas Um general tem que observar o seguinte: ao passar por montanhas, estar seguro, ficando perto dos vales; selecionar um lugar em solo alto que receba a luz solar para os realizar os acampamentos militares e n o subir para alcan ar o inimigo. Esta a lei para posicionar-se com rela o s montanhas. Face aos rios Depois de cruzar um rio voc deve ficar longe dele. Se os ataques inimigos partem de um rio, n o o enfrente na gua. Ao inv s disso, vantajoso permitir que metade das tropas atravesse, para ent o os golpear. Se voc deseja lutar com o inimigo, n o enfrente suas for as de invas o perto de um rio. Ao inv s disso, selecione um lugar em solo alto que receba a luz solar para tomar posi o e nunca acampe a jusante do inimigo. Esta a lei para posicionar-se com rela o aos rios. Face aos p ntanos salgados Face s terras planas encontrar as tropas do inimigo em um p ntano salgado, posicione-se perto da grama com as costas voltadas para a floresta. Esta a lei para posicionar-se com rela o aos p ntanos salgados. Em locais planos, selecione um lugar acess vel, posicione-se com seu flanco direito tendo um campo alto s costas, terras perigosas em frente e solo seguro sua retaguarda. Esta a lei para posicionar-se com rela o s terras planas. Estas s o as mesmas quatro leis que permitiram que o Imperador Amarelo derrotasse os quatro imperadores4 . 4 L deres de quatro cl s no tempo do Imperador Amarelo ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br estar o livres de doen as, e isto garantir vit ria. Ao encontrar colinas ou diques, voc dever estacionar suas tropas no lado do sol, com as colinas ou diques a sua retaguarda. Estas vantagens s o oferecidas pelo terreno, cabendo ao general saber aproveit -las. Cuidados com a natureza Se uma chuva pesada desaba na parte de cima de um rio e forma torrentes que se apressam at as partes baixas, n o cruze o rio, mas espere at que as guas se acalmem. Quando voc encontrar regi es perigosas, nunca se aproxime, e evite-as com rapidez: um desfiladeiro com um rio que corre no fundo; uma barranca, com precip cios perigosos ao redor; solos densamente cobertos com uma mata alta; uma terra pantanosa; e uma passagem estreita entre duas montanhas Mantenha-se longe dessas posi es e deixe que o inimigo se aproxime delas; mantendo-as nossa frente, poderemos manobrar e o inimigo as ter pela retaguarda. Sinais ... Posicionamento das tropas do inimigo Se as tropas do inimigo est o pr ximas de suas posi es e permanecem quietas, porque a posi o n o vantajosa a eles. Se as tropas do inimigo est o longe de voc e ainda ousam vir e o desafiar a batalhar, porque elas querem seduzi-lo a fazer um avan o. Se as tropas do inimigo est o em um terreno plano, porque h vantagens pr ticas nesta posi o. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Se p ssaros levantam v os, o inimigo o est aguardando para uma emboscada. Ind cios da natureza P ssaros que se re nem sobre a rea de acampamento do inimigo, sugerem que o acampamento deva estar abandonado e que o inimigo fugira. Animais assustados, que correm em disparada, indicam sinal de ataque iminente do inimigo. Nuvens de poeira que se erguem altas, indicam que as carruagens do inimigo est o aproximando. Quando a poeira ficar baixa e se espalhar pelo ch o, um sinal que a infantaria do inimigo est chegando. Mas se a poeira for levantada em pontos isolados, ent o o inimigo est cortando lenha para as fogueiras. A poeira que baixa e que sobe com intermit ncia indica que o inimigo est lan ando acampamentos. Se o inimigo envia um mensageiro com palavras conciliadoras, porque possu desejos para uma tr gua. Quando o inimigo pede uma tr gua, mas n o sofreu um retrocesso, ent o est tramando algo. Quando as carruagens leves do inimigo partirem primeiro e tomarem posi o nas alas, significa que o inimigo est organizando a sua forma o de batalha. Forma es inimigas Quando os generais do inimigo, mostram-se ocupados e movem-se para organizar as posi es dos soldados a p e dos ve culos armados, ent o o inimigo est esperando para lan ar um ataque decisivo. Quando a metade das tropas do inimigo avan a e a outra metade recua, significa que o inimigo est tentando nos atrair para uma armadilha. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Se os soldados se recolhem em grupos pequenos, murmuram e reclamam em um murm rio, porque que o general perdeu o apoio deles. Quando mais oficiais ficam irrit veis, o inimigo est cansado de guerra. E se houver uma vantagem e o inimigo n o tenta obt -la, porque ele est completamente exausto. Se noite, ouvem-se gritos no acampamento do inimigo, porque as suas tropas est o com medo e inseguras. Inimigo em desordem Quando h desordem no acampamento do inimigo, significa os seus generais perderam o prest gio e a autoridade. Quando bandeiras e estandartes mudam constantemente de posi o, o inimigo est em desordem. Se o inimigo alimenta os seus cavalos com gr os e seus soldados com a carne; quando destr i seus utens lios de cozinha e n o mostram qualquer inten o de voltar ao acampamento, quer dizer, ele est desesperado e vai lutar a morte. Recompensas obedecerem ser dif cil utiliz -los. Mas, mesmo com a devo o das tropas, se uma disciplina r gida e imparcial n o for refor ada, voc tamb m n o ter como us -las. Assim, voc dever comandar suas tropas com civilidade e humanidade, para manter seus homens unidos; e com disciplina marcial, para mant -los na linha. Isso garantir a lealdade, e voc ser invenc vel. Adestramento Se as ordens foram constantemente refor adas os soldados ser o obedientes, caso contr rio, ser o desobedientes. Se as ordens forem constantemente refor adas, haver uma rela o complementar de confian a entre o comandante e seus homens. Um inimigo que se confronta com voc , por muito tempo, sem lutar e nem abandonar sua posi o, deve ser considerado com o maior cuidado. Avalia o O que basta : ser capaz de avaliar sua pr pria for a, ter uma vis o clara da situa o do inimigo e obter apoio total de seus homens. Aquele que n o faz planos ou estrat gicas, e menospreza o inimigo, seguramente ser capturado pelo oponente. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Na natureza, existem diferentes tipos de terreno: o acess vel, o trai oeiro, o duvidoso, o estreito, o acidentado e o distante. Tipos de terreno Acess vel O que terreno acess vel? aquele que se apresenta f cil tanto para as suas tropas como para as do inimigo. Se voc entrar em uma regi o acess vel, voc dever ocupar posi es altas e ensolaradas e manter suas linhas de provis o desimpedidas. Assim, ser conveniente para voc lutar com o inimigo. Trai oeiro O que terreno trai oeiro? aquele que f cil para voc entrar, mas dif cil para sair. Nesse terreno, se voc encontrar o inimigo e o inimigo como para as suas tropas. No terreno duvidoso, mesmo que o inimigo tente atra -lo para combater, voc n o deve morder a isca, mas fingir que est em retirada. Quando as tropas do inimigo estiverem, ent o, a meio caminho, em persegui o a voc , voc poder golpe -los. Esta a vantagem do terreno duvidoso. Estreito O que terreno estreito? aquele que apresenta um vale entre duas montanhas. Se voc ocupa este tipo de terreno, voc dever bloquear as passagens estreitas com guarni es fortes e esperar pelo inimigo. Se o inimigo ocupou esse terreno antes e bloqueou estas passagens estreitas, voc n o dever persegu -lo. Se o inimigo n o bloqueou essas passagens, voc poder procur -lo. Acidentado O que terreno acidentado? aquele que cont m rios, montanhas, escarpas, colinas e cristas. Se voc atingir um terreno alto e acidentado antes do inimigo, voc dever ocupar uma posi o alta, do lado ensolarado, e esperar pelo inimigo que se aproxima. Se as for as inimigas controlarem este tipo de terreno, voc dever retirar suas topas e n o persegu -lo. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Portanto, estes s o os modos para tirar proveito dos seis tipos diferentes de terreno para lutar. Os generais t m a responsabilidade mais alta para investig -los cuidadosamente. Seis situa es que apontam a derrota de um ex rcito Um general dever saber as seis situa es que apontam a derrota de um ex rcito: quando os soldados fogem, quando eles possuem disciplina negligente, quando o ex rcito est deteriorado, quando se desmorona sob a insurg ncia, quando desorganizado e quando foi derrotado. Nenhuma destas situa es conseq ncia de cat strofes naturais, elas s o decorrentes das falhas dos comandantes. Quando as vantagens estrat gicas s o iguais, entre voc e seu inimigo, e se o seu ex rcito tiver que lutar contra uma for a dez vezes maior, o resultado ser a sua fuga. eles s o insubordinados e, ao encontrarem o inimigo, se precipitar o em uma batalha sem autoriza o. Se ao mesmo tempo, o chefe ignorante das suas habilidades, ent o o ex rcito se desmoronar . Quando o chefe fraco, incompetente e n o imp e respeito, quando oficiais e soldados se comportam de um modo indisciplinado, quando falta treinamento formal e instru es claras, quando forma es militares s o desordenadas, o ex rcito est em desorganizado. Se um chefe n o calcula a for a do inimigo e emprega uma for a pequena contra um ex rcito grande, combate um inimigo forte com tropas fracas, e ao mesmo tempo n o seleciona unidades de vanguarda, o resultado ser a derrota. Portanto, estas seis situa es s o as causas de derrota. Os generais t m a responsabilidade mais alta para investig -las cuidadosamente. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Aquele que avalia corretamente esses aspectos e sabe aplic -los, vencer ; aquele que ignorante nestas normas e n o sabe como empreg -las em guerra, ser derrotado. Se, ao estudar a situa o existente e estar certo que o resultado da batalha resultar em vit ria, um chefe s bio decidir lutar, mesmo se o soberano n o lhe ordena. Reciprocamente, se a situa o aponta uma derrota, ele decidir n o lutar, mesmo se o soberano assim o ordena. Se um comandante avan a sem buscar a fama pessoal e retrocede sem se eximir da responsabilidade; se sua preocupa o proteger a popula o e a seguran a das pessoas e promover os interesses do soberano, ent o, a est um chefe que tal qual uma pedra preciosa do Estado. Se o general se preocupa com seus soldados como se fossem crian as, eles o acompanhar o at os lugares mais profundos; se ele os trata afetuosamente, como se fossem os seus pr prios filhos amados, ent o, eles estar o dispostos a morrer com ele na batalha. Se o general favorece os seus homens, mas n o sabe us -los; os ama, mas n o pode comand -los; e quando eles violam leis e regulamentos, ele n o nos castiga ou chama-os a ordem, tais soldados s o como crian as mimadas e ser o in teis para batalha. chances de vit ria. Um general que sabe que o inimigo pode ser derrotado e que suas pr prias tropas t m a capacidade para atacar, mas n o sabe que as condi es do terreno s o inadequadas para a batalha, as suas chances de vit ria estar o reduzidas pela metade. Assim, um general habilidoso movimentar suas for as sempre no caminho certo e ao entrar em a o, seus recursos ser o ilimitados. Assim se diz: "Conhe a o inimigo e a si mesmo e voc obter a vit ria sem qualquer perigo; conhe a terreno e as condi es da natureza, e voc ser sempre vitorioso." ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Sun Tzu disse: Em opera es militares, o terreno pode ser classificado de acordo com nove posi es geogr ficas e que interferem no modo de executar as opera es militares. Desta forma, os tipos de terreno s o os seguintes : o dispersivo, o marginal, o contencioso, o aberto, o convergente, o cr tico, o dif cil, o cercado e o desesperado. Tipos de situa es t ticas relacionadas com o terreno Dispersivo Marginal Quando um pr ncipe empreende uma campanha no seu pr prio territ rio, o lugar chamado dispersivo. O territ rio inimigo no qual ele entra, mas n o penetra profundamente, chamado marginal Convergente Cr tico Dif cil Cercado Desesperado chamado de convergente. Aquele que adquire o seu controle por primeiro, obter alian a com os demais vizinhos. Quando um pr ncipe penetra profundamente em territ rio hostil, depois de ter atravessado muitas cidades inimigas encontra-se em territ rio cr tico. Um terreno com altas montanhas, florestas densas e p ntanos impenetr veis ou qualquer lugar onde dif cil viajar chamado terreno dif cil. Um terreno para o qual acesso estreito e qualquer retorno exige um desvio, de forma que uma tropa, mesmo pequena, bastar para derrotar um ex rcito grande, chamado terreno cercado. Um terreno onde apenas uma batalha desesperada e com todas as suas for as o salvar , mas que se voc falhar, ser derrotado e destru do, chamado terreno desesperado. Portanto, nunca lute em terreno dispersivo; nunca permane a em terreno marginal; nunca ataque um inimigo que primeiro alcan ou um terreno contencioso; nunca permita que se bloqueiem as ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br T ticas antigas Antigamente, buscavam: os generais qualificados nas opera es militares impedir que a vanguarda e a retaguarda do inimigo estabelecessem contato; impedir que o corpo principal do inimigo e suas divis es pequenas se apoiassem mutuamente; impedir que os oficiais e os subordinados do inimigo se apoiassem mutuamente e comuniquem-se entre si; dispersar os soldados inimigos de modo que eles n o pudessem se concentrar, e caso se reunissem, n o pudessem se juntar em grupamentos. favor vel e permaneceriam estacionados quando a situa o lhes era desfavor vel. Ao ser perguntado: "Se o inimigo vem atac -lo com um grande e bem ordenado ex rcito, como voc lidaria com isto ?". Minha resposta seria: "Capture algo que ele preza e ele se curvar aos seus desejos". Ess ncia das opera es militares A ess ncia das opera es militares a velocidade das a es e a explora o das vulnerabilidades do inimigo, indo por caminhos que ele n o espera e atacando onde ele n o est preparado. Princ pios gerais para fazer a guerra em territ rio inimigo Os princ pios gerais para se fazer guerra em um territ rio inimigo s o os seguintes: Quanto mais voc penetrar em territ rio hostil e seus soldados estiverem coesos, mais dif cil ser para os defensores o derrotar. Se voc penetrar em uma terra f rtil, voc dever saquear os campos inimigos, pois, isto garantir provis es para seus homens. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br E quando os soldados n o tiverem medo de morte, n o haver nada para eles temerem e eles dar o o m ximo de si em seus combates. Soldados que penetram profundamente em territ rio inimigo ficar o destemidos, n o haver nenhuma estrada para eles se retirarem, e eles permanecer o firmes. Estando em territ rio inimigo, eles estar o coesos. Nesse terreno, n o h nenhuma escolha e todas as lutas ser o como uma batalha desesperada. Assim, tais soldados n o precisam de nenhum treinamento para serem vigilantes. Eles far o o que voc quiser, mesmo antes que voc determine; eles cooperar o, mesmo antes que voc os determine; e eles seguir o na sua dire o conscientemente, mesmo antes que voc os ordene. No dia em que ao ex rcito for ordenado combater uma batalha decisiva, os soldados poder o sentar e poder o chorar com l grimas que molham suas roupas, alguns poder o deitar e chorar com l grimas que fluem pelas suas bochechas. Mas se voc os lan a em uma situa o onde n o h nenhum modo para eles se retirarem, eles se mostrar o destemidos e t o valentes quanto Zhuan Zhu:5. ou Cao Gui. A serpente do monte Chang Aqueles que est o qualificados nas opera es militares dever o ser como o shuairan, a serpente de Monte Chang. Se voc golpeia sua cabe a, seu rabo lan ar um ataque contra voc ; se voc bate em seu rabo, sua cabe a o golpear ; se voc bate em seu corpo, ela atacar com sua cabe a e com seu rabo. Se perguntassem: "Os soldados podem alcan ar essa coordena o instant nea como aquela serpente?" . 5 Zhaun Zhu, sem temer a morte, atacou sozinho, apenas munido de uma faca o Duque de Huan, recuperando terras que lhe haviam sido tomadas. Cao Gui. criminoso da prov ncia de Wu, mesmo sabendo que receberia a pena capital, matou o rei Liao ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br carruagens nunca foram modos fidedignos para manter-se os soldados unidos e evitar as deser es do combate. Manter os soldados empenhados na batalha e dispostos a lutar corajosamente, depende de uma boa administra o e de bom comando militar. A explora o correta das situa es trar coragem aos soldados e permitir a explora o das possibilidades das suas tropas. Um general habilidoso deve comandar milhares e milhares de cavalos e homens, como se ele estivesse conduzindo um nico homem, que n o hesitar em segu -lo. Para comandar um ex rcito Para comandar um ex rcito: Um general tem que ter uma mente serena e insond vel. Ele deve comandar suas tropas de uma maneira imparcial e vertical. Ele deve manter os seus oficiais e soldados ignorantes de seus planos militares. Ele altera dispositivo de suas tropas e seus planos militares sem que qualquer um fique sabendo. Ele modifica suas reas de acampamento, utilizando caminhos diversos, sem que qualquer um se antecipe a sua inten o. perigosas. Isto o que um chefe deveria fazer. As t ticas variadas de acordo com os tipos de terreno, os movimentos de avan o ou recuo, segundo as condi es favor veis e a observa o da natureza humana tudo o que um general tem que estudar e examinar cuidadosamente. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br quanto menos profundo seus guerreiros penetrarem, menor ser a disposi o deles para a luta; ao cruzar a fronteira para um pa s vizinho, para um campo de batalha onde n o h nenhum modo para soldados retornarem, voc est em terreno cr tico; ao ocupar uma posi o que se estende em todas as dire es, voc entrou em territ rio convergente; ao penetrar profundamente no territ rio do inimigo, voc entrou em solo cr tico; ao penetrar uma pequena dist ncia, voc est em solo marginal; ao deparar-se com um local com terreno spero na sua parte de tr s e uma passagem estreita, voc est em terreno cercado; ao entrar em uma regi o onde n o h nenhum modo para a retirada, voc est em terreno desesperado. Conduta nos diferentes tipos de terreno Assim: quando voc est em terreno dispersivo, voc dever tornar suas tropas unidas; quando voc est em um terreno marginal, voc dever manter as tropas compactas; quando voc est em terreno contencioso, voc dever acelerar suas tropas de retaguarda; quando voc est em terreno cercado, voc deveria bloquear os pontos de acesso ou de retirada; quando voc est em terreno desesperado, voc tem que mostrar para seus soldados que n o h nenhuma escolha, al m de um combate at o ltimo homem. Psicologia dos soldados Portanto, um general tem conhecer a psicologia de soldados: eles resistir o, enquanto estiverem cercados; eles lutar o desesperadamente, enquanto est o sendo for ados; eles seguir o o general quando entrando em situa es perigosas. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br se desconhecer as vantagens e desvantagens de v rias posi es de batalha, n o pode comandar um ex rcito que serve um soberano. Se o ex rcito de um soberano ataca um estado forte, e n o permite que este estado re na for as para resistir; e onde quer que tal ex rcito v , intimida seu inimigo e impede que os seus aliados v o a seu socorro; ent o um estado com tal um ex rcito invenc vel n o precisa buscar alian as com outros estados, nem precisa estabelecer seu poder nestes estados e s confia em sua pr pria for a para intimidar o inimigo, e poder capturar as cidades do inimigo e destruir o seu estado. Se ao conduzir um ex rcito de um soberano, voc conferir recompensas, independentemente da pr tica habitual e expedir ordens independentemente do j convencionado, voc pode comandar milhares e milhares de cavalos e homens como se estivesse conduzindo um nico homem. Prepare suas tropas para a opera o,mas nunca lhes conte de seus planos; as empregue para obter os pontos vantajosos, mas nunca lhes conte sobre os perigos que a situa o de desvantagem acarretaria. s lan ando um ex rcito para uma posi o perigosa, que seus soldados perceber o que podem sobreviver; s os colocando em um terreno desesperado, que eles perceber o, que podem continuar vivos. Apenas quando os soldados forem colocados em perigo que eles poder o transformar uma derrota em vit ria. engenhosa. Ao declarar guerra No dia em que for decidida uma declara o de guerra, voc dever fechar todas as passagens, anular os passes de fronteira e encerrar todo o contato com os emiss rios do inimigo. Cuidadosamente examine seus planos militares no conselho do templo e tome as decis es. Se voc descobrir o ponto fraco do oponente, voc tem que afet -lo com rapidez. Capture, inicialmente, aquilo que for muito valioso para o inimigo. N o deixe que seja revelada a hora do seu ataque. Seja s bio para perceber que para obter a vit ria, seus planos devem modificar-se de acordo com as situa es do inimigo. No princ pio, assuma a pureza de uma donzela; quando o inimigo lhe abrir os port es, o ataque t o rapidamente quanto uma lebre arisca. assim, o inimigo ficar impossibilitado de resistir a voc . ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Sun Tzu disse: H cinco modos de atacar com fogo. O primeiro queimar o inimigo que se agrupa; o segundo queimar suas provis es e propriedades; o terceiro, seus equipamentos; o quarto, seus arsenais e muni es; e o quinto, suas provis es de reabastecimento. Medidas Atacar com fogo requer algumas medidas. Materiais por atear fogo devem estar sempre m o. H pocas mais favor veis para lan ar um ataque pelo fogo e dias adequados para atear fogo. A poca favor vel para lan ar um ataque pelo fogo quando o tempo est seco; os dias adequados para atear fogo s o aqueles em que a lua est na posi o das constela es da Cesta dos Ventos, da Muralha, da Asa ou do Estribo. Pois, quando a lua est nessas posi es, ventos fortes subir o. quando o acampamento do inimigo est em chamas, e os seus soldados ainda permanecem tranq ilos, ent o, voc dever esperar e n o lan ar o ataque. Quando as chamas ganharem altura, se conseguir atravess -las, voc poder atacar; se n o puder atravess las, permane a em sua posi o. Quando o fogo for ateado, estando voc fora do acampamento do inimigo, voc n o dever entrar nos seus limites, mas aguardar o momento certo. Se voc iniciar o fogo antes da linha do vento, nunca ataque contra o vento. prov vel que o vento que soprou constantemente durante o dia, se acalme noite. Momento oportuno Qualquer ex rcito deve saber sobre as diversas situa es com rela o aos cinco tipos de ataque pelo fogo e tem que continuar esperando pelo momento oportuno. Assim, um general que usa o fogo para apoiar o seu ataque ter a certeza da vit ria; ele que usa a gua para apoiar o seu ataque forte. A gua pode bloquear o avan o do inimigo, mas n o pode priv lo de suas provis es. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br precipitada. Um soberano n o deve empreender uma guerra num ataque de ira; nem deve enviar suas tropas num momento de indigna o. Quando a situa o lhe for favor vel, entre em a o; quando for desfavor vel, n o aja. Deve ser entendido que, um homem que est enfurecido voltar a ser feliz, e aquele que est indignado voltar a ser honrado, mas um Estado que pereceu nunca poder ser reavivado, nem um homem que morreu poder ser ressuscitado. Ent o um soberano iluminado deve dirigir os assuntos de guerra com prud ncia e uma guerra com precau o. Este o caminho que mant m o Estado em paz e em seguran a, e o ex rcito intacto. Sun Tzu disse: Quando um ex rcito com cem mil homens enviado para uma guerra a uma dist ncia de mil li, o povo e os cofres p blicos t m que gastar mil barras de ouro todos os dias para sustent -lo. Haver agita es internas e no estrangeiro, e muitas pessoas vagar o pelas estradas. Aproximadamente setecentas mil fam lias estar o impossibilitadas trabalhar no campo6. 6 Nesta poca, oito fam lias formavam uma comunidade. Quando uma fam lia enviava um homem para se unir ao ex rcito, as sete fam lias contribu am para seu apoio. Portanto, quando um ex rcito de cem mil foi mobilizado, foram cem mil fam lias que deram seus filhos e, por conseguinte, setecentas mil fam lias ficaram com a incumb ncia de apoi -los. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br senhor da vit ria. Se um soberano iluminado e seu comandante obt m a vit ria sempre que entram em a o e alcan am feitos extraordin rios, porque eles det m o conhecimento pr vio e podem antever o desenrolar de uma guerra. Este conhecimento pr vio, no entanto, n o pode ser obtido por meio de fantasmas e de esp ritos, nem pode ser obtido com base em experi ncias an logas, muito menos ser deduzido com base em c lculos das posi es do sol e da lua. Deve ser obtido das pessoas que, claramente, conhecem as situa es do inimigo. Quando voc emprega os cinco tipos de espi es simultaneamente, o inimigo n o consegue desvendar os m todos de opera o. extremamente complicada e se torna uma arma m gica para o soberano derrotar seu inimigo. Espi es nativos ou locais s o os pr prios os alde os do inimigo. Nativos Espi es internos s o os pr prios funcion rios do inimigo. Internos Espi es convertidos s o os espi es do inimigo que nos prestam informa es. Convertidos Espi es descart veis s o os nossos pr prios agentes secretos que obt m deliberadamente falsas informa es sobre a nossa situa o e as passa ao inimigo. Freq entemente eles seriam apanhados e condenados morte. Descart veis Espi es indispens veis s o os que trafegam entre o inimigo e n s, e retornam com informa es seguras Indispens veis sobre inimigo. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br Somente o comandante mais astuto sabe como empregar os espi es. Somente o comandante humanit rio e justo sabe como empregar os espi es. Somente o comandante alerta e sutil sabe como obter informa o verdadeira dos espi es. Sutil realmente! Verdadeiramente sutil! N o h nenhum lugar onde a espionagem n o seja poss vel. Se um plano secreto for divulgado prematuramente, o espi o e todas as pessoas com as quais ele falou ser o condenadas morte. Se voc planeja golpear as tropas de um inimigo, ou atacar suas cidades, ou assassinar o comandante inimigo, voc deve descobrir, inicialmente, o nome do chefe da guarni o de defesa, de seu ajudante-de-campo, de seus conselheiros, de suas sentinelas e de seus guarda-costas. Voc deve orientar seus espi es para que investiguem estes detalhes. Voc deve averiguar sobre os espi es inimigos que foram enviados para espionar voc . Suborne-os, exorte-os e conven a-os a lhe servir. Eles podem ser convertidos e trabalhar o para voc . Por interm dio destes espi es convertidos, voc poder obter informa es sobre o inimigo e poder recrutar os espi es nativos e os espi es internos. Assim como, empregar seus espi es descart veis para entregar falsas informa es sobre seu ex rcito. Da mesma maneira, com base nessas informa es obtidas que os ministro anterior de Xia; e a ascens o da Dinastia de Zhou foi devido a Jiang Ziya, o ministro anterior de Shang. S o soberano iluminado e o comandante habilidoso que forem capazes de recrutar os homens inteligentes como espi es realizar o grandes tarefas. O uso de espi es essencial na guerra, e o ex rcito depende desse servi o nos seus movimentos. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br deste o in cio da humanidade que identificou aspectos comuns que levaram um ex rcito vit ria ou derrota. Apesar de chamados princ pios de guerra, podem ser adaptados s rela es interpessoais e ao gerenciamento dos afazeres do dia-a-dia. Os princ pios de guerra est o distribu dos por toda a obra de Sun Tzu, podendo-se identificar os seguintes : Os princ pios de guerra adotados atualmente pela maioria das focas militares do mundo s o os seguintes: OBJETIVO OFENSIVA SURPRESA MASSA EONOMIA DE FOR AS MANOBRA SEGURAN A SIMPLICIDADE UNIDADE DE COMANDO lo de vista. Em campanha, poder o existir objetivos intermedi rios ou parciais. Todavia, a conquista destes objetivos dever contribuir na conquista do objetivo principal. Sun Tzu disse: ... se n o vantajoso, nunca envie suas tropas; se n o lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se n o uma situa o perigosa, nunca lute uma batalha precipitada... ... um soberano n o deve empreender uma guerra num ataque de ira; nem deve enviar suas tropas num momento de indigna o... OFENSIVA A ofensiva necess ria para obter-se resultados decisivos, bem como para manter a liberdade de a o. Uma a o ofensiva assegura a iniciativa das a es, estabelece o ritmo das opera es, determina o curso do combate e explora a fraqueza do inimigo. A iniciativa das a es permite a escolha da hora e do local da batalha, facilitando a surpresa. Algumas vezes, uma a o defensiva ser necess ria, mas s dever ser adotada como recurso tempor rio para uma posterior a o ofensiva. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br ... ser invenc vel depende da pr pria pessoa, derrotar o inimigo depende dos erros do inimigo... ... quando n o h nenhuma chance de vit ria, assuma uma posi o defensiva; quando h uma chance de vit ria, lance um ataque. SURPRESA A surpresa consiste em golpear o inimigo em local, hora ou uma forma para a qual ele n o esteja esperando. Ou, tendo descoberto o seu plano, n o tenha tempo til para reagir. A surpresa altera o equil brio das for as em combate. A surpresa poder ser obtida por meio da originalidade, da aud cia nas a es, da velocidade da execu o, do sigilo, do despistamento e da dissimula o de inten es. Na guerra moderna, a surpresa pode ser obtida nos n veis estrat gico, t tico e tecnol gico. Sun Tzu disse: ... qualquer opera o militar tem na dissimula o sua qualidade b sica... ... um chefe que capaz deve fingir ser incapaz; se est pronto, deve fingir-se despreparado; se estiver perto do inimigo deve parecer estar longe... ... a ess ncia das opera es militares a velocidade das a es e a explora o das vulnerabilidades do inimigo, indo por caminhos que ele n o espera e atacando onde ele n o est preparado... MASSA OU CONCENTRA O DE FOR AS A massa compreende a aplica o de for as superiores ao inimigo, em um local decisivo e em momento mais favor vel realiza o das a es que se tenham em vista. A aplica o deste princ pio permite que for as numericamente inferiores obtenham superioridade decisiva no momento e local desejado. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br inimigo dispersa suas pr prias for as em dez lugares, ent o n s seremos dez contra um quando lan armos o nosso ataque. Se n s tivermos que usar muitos para golpear poucos, ent o ser bastante f cil negociarmos, pois o inimigo ser pequeno e fraco... ECONOMIA DE FOR AS A economia de for as caracteriza-se pela distribui o e emprego judiciosos dos meios dispon veis, para a obten o do esfor o m ximo nos locais e ocasi es decisivos. A economia de for as em uma parte da frente de combate permite que se obtenha massa em outra parte da frente. Na aplica o deste princ pio de guerra, deve-se evitar o emprego de meios insuficientes, o que implicaria na n o obten o do resultado desejado, ou ainda, o excesso de meios, o que caracterizaria um desperd cio de for as, al m do necess rio para obter-se o efeito desejado. Sun Tzu disse: ... Se n s n o pretendemos lutar contra ele, n s n o o faremos, pois, mesmo que a nossa defesa seja apenas uma linha desenhada, n s o desviaremos para outro objetivo.Se n s conseguirmos fazer o inimigo denunciar sua posi o, ao mesmo tempo em que ocultamos a nossa, podemos reunir as nossas tropas e dividir as for as do inimigo. de perdas em pessoal e material. O emprego correto da manobra mant m a press o sobre o inimigo e assegura a iniciativa. Sun Tzu disse: ... durante este processo ... nada se torna mais dif cil do que lutar para colocar-se em uma posi o favor vel frente ao inimigo. dif cil, porque se trata de transformar um tortuoso caminho em uma estrada reta, transformar uma desvantagem em vantagem. ... na manobra n o h s vantagens, mas tamb m perigos. Se voc se esfor a para ocupar uma posi o favor vel em uma batalha e conduz a totalidade de suas for as, naturalmente, voc ter a sua velocidade reduzida. Se, por m, voc deixa para tr s as suas tropas, os seus equipamentos e as suas provis es, isto estar perdido... ...Portanto, em opera es militares, voc pode obter a vit ria com estratagemas militares. Voc deve manobrar para obter as condi es favor veis, para dispersar ou concentrar o ex rcito de acordo com as circunst ncias.... ...Assim voc dever ser t o r pido quanto o vento forte ao entrar em a o; voc dever ser t o est vel quanto s florestas silenciosas que o vento n o pode tremer quando se mover lentamente; voc dever ser t o feroz e violento quanto s chamas furiosas quando invadir o estado do inimigo; voc dever ser t o firme quanto s montanhas altas quando estacionar; voc dever ser t o inescrut vel ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br ...Aquele que primeiro domina esta t tica, obter a vit ria. Assim a arte de manobrar os ex rcitos... SEGURAN A O princ pio de guerra da seguran a tem a finalidade de evitar que o inimigo se utilize a surpresa contra as nossas for as, bem como, reduzir-lhes a liberdade de a o nos ataques a pontos sens veis de nosso territ rio ou for as. Esse princ pio releva dois aspectos importantes : a obten o de informa es oportunas e precisas sobre o inimigo para o planejamento das nossas opera es e para evitar-se a surpresa; a tratamento sigiloso de nossos planos da localiza o das nossas for as para dificultar a interven o inimiga em nossas opera es. Sun Tzu disse: ... se um general ataca com confian a porque sabe que o inimigo n o pode se defender ou fortalecer sua posi o. Se um general defende com confian a porque est seguro que o inimigo n o atacar com superioridade de for as naquela posi o... ... nunca confie na probabilidade do inimigo n o estar vindo, mas dependa de sua pr pria prontid o para o reconhecer. N o espere que ordens e planos. O melhor plano aquele que, em todos os n veis de decis o, quer do planejamento quer da execu o, evidencia concep es claras e facilmente entendidas. A simplicidade reduz a possibilidade de equ vocos na sua compreens o e facilita as corre es necess rias durante o combate. Sun Tzu disse: ... o general deve ser capaz de ponderar todos estes c lculos previamente no templo. O lado que contar mais pontos, vencer ; o que contar menos n o vencer ; pior ainda o que n o contar ponto nenhum.... ... um general habilidoso deve comandar milhares e milhares de cavalos e homens, como se ele estivesse conduzindo um nico homem, que n o hesitar em segu -lo... UNIDADE DE COMANDO O princ pio da unidade de comando caracterizado pela atribui o da autoridade a uma s pessoa, ou seja, a pessoa do comandante. Este princ pio compreende uma linha de comando bem definida e com n tida divis o de responsabilidades, um sistema de comando e controle que permita o exerc cio pleno do comando e o exerc cio do comando baseado em lideran a competente, capaz de infundir total confian a e entusiasmo aos subordinados. ___________________________________________________ Luiz Figueiredo http:://www.suntzu.hpg.com.br ...o general recebe as ordens do soberano, re ne seus ex rcitos, formando as unidades, e os mobiliza para confrontar o inimigo...

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